Capitão Romance

by capitão romance

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about

“(…) Algures entre Paris e Texas e assumindo na sua sonoridade influências que andam entre Jorge Palma, Violent Femmes e 16Horsepower os Capitão Romance escrevem temas cantados em português que oscilam entre a euforia e a tristeza, por vezes dissimuladas outras escancaradas, numa roupagem acústica, popular e ao mesmo tempo intimista.
À bipolaridade de Rudolfo bem como à semi-surdez de João Pereira, nas guitarras e voz, juntam-se a disciplina e rigor do baixo de Adílio Sousa, compondo assim o colectivo conhecido como Capitão Romance.
Projecto que nasceu em Coimbra pela mão de Rudolfo e que durante alguns anos se ouviu apenas em pequenos bares e em finais de noite entre amigos, Capitão Romance, vê agora o seu trabalho concretizado e encontra-se agora pronto para se mostrar ao mundo (…)”

credits

released October 26, 2012

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about

capitão romance Coimbra, Portugal

Em Agosto de 2012 é gravado o EP homónimo de Capitao Romance onde se incluem cinco músicas que acentuam a capacidade lírica de Rudolfo Catarino e João Pereira.
À bipolaridade de Rudolfo bem como à semi-surdez de João Pereira, nas guitarras e voz, juntam-se a disciplina e rigor do baixo de Adílio Sousa.
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Track Name: Miúda
Mas que grande confusão
Tenho um copo em cada mão
Vejo o teu vulto
O teu corpo é um insulto
Vens direita a mim

Vamos já para minha casa
Que o tempo nunca se atrasa
O que temos a perder
Apenas quero ter prazer
Fugir de mim

Deixas-me um pouco hesitante
E eu acho-te algo degradante
Mas quem sou eu para julgar
Se eu habito num lugar
Longe de mim

E em casa a sofreguidão
Descontroladamente
Combatemos no chão
Foi mais um dia de um existência perdida
Como todos são

O sol já brilha lá fora
Mas não consigo ir já embora
Mas que peso no meu corpo
Será que eu estarei morto
Deixo-me estar

Babe não fiques chateado
Mas hoje vem o meu namorado
Estamos muito apaixonados
Vivemos muito agarrados
Ao nosso amor

Não me fales de amor
Eu só quero o teu calor
Gostei de dormir contigo
A tua testa em meu umbigo
Levou-me a dor

De novo a sofreguidão
Descontroladamente
Combatemos no chão
Foi mais um dia de uma existência vazia
Como todos são
Track Name: Nunca teremos paz
Que é feito da nossa história, dos feitos bravos e da glória
Que nos tornou neste tão mísero povo

Que é feito da maré e dos ventos que aproximou Lisboa a Goa
Parece que não passamos o cabo das tormentas

Nunca teremos paz

Se é com o fado que contamos a nossa história
Porque é que a nossa memória feneceu

Com uma brasa ainda acesa andamos a queimar o nosso hino.
Track Name: Nódoa
Sou a tua nódoa que precisas ao acordar
E tu dizes que são horas vai-te embora não te quero aturar
Sinto o teu cheiro por inteiro no meu corpo
E é esta a sina do empurra e fica ya fica mais um pouco

És a minha cola, cola, cola que não descola do meu corpo
Sou a tua nódoa que não desbota ya fica mais um pouco

E entramos num tal jogo alegre e louco não dá para fugir
E nessa merda de química num jogo de mímica acabas por rir
O teu telemóvel toca é tanto homem a perguntar se vais sair
E tu de sorriso largo dizes por acaso vou ficar por aqui

És a minha cola, cola, cola não descola do meu corpo
Sou a tua nódoa que não desbota ya fica mais um pouco

E de noite baixinho perguntas-me ao ouvido se gosto de ti
E eu digo com carinho o que é que tu achas é por aí
E quando tu comes mesmo quando dormes estarás a dormir
Eu digo-te baixinho mesmo com 100 quilos vou gostar de ti

És a minha cola, cola, cola que não descola do meu corpo
Sou a tua nódoa que não desbota ya fica mais um pouco
Track Name: Vane
Dizes que
Só nos resta a bruma e
O seu silêncio fúnebre…
Que as palavras não
Ressuscitam os mortos.
Que te desiludi com o meu silêncio.
Tens de fugir de mim.
Digo-te que
Sou apenas um homem,
Não sou escritor,
Nem poeta,
Mas um vendedor de vazios.

E murmuro-te ao ouvido
Que hoje preciso de uma mentira.

Que o mundo já tremeu demasiado
Com as nossas desgraças,
Que os rios venceram as margens
Para purificar os nossos corpos doentes,
E que o tempo foi abrandando a sua marcha,
Para que uma vez inerte,
A recomeçasse, lentamente,
Recuando até ao dia
Em que tu e eu

Nos erguemos em braços do chão,
E nos perdemos na ilusão
De ser eternos.
Track Name: Espera
Abracei a tua sombra com os braços
Lutei com a escuridão que mancha os nossos passos
Em tantas noites de promessas outro mundo
Tu serás minha e o nosso amor será profundo

Perdi no tempo no momento a noção
De quem eu era e nessa espera a solidão
Corroendo cedo o bruto medo o ser defeito
A insegurança que avança no meu peito

E nesse quarto deu-se o parto que nos viu nascer
E nessa cama vive a chama que nos quer manter
Agora o fim caiu em mim como terá de ser
Diz-me onde estou se acabou se nunca mais nos vamos ver
Diz-me onde estou se acabou se nunca mais te posso ter